Na passada segunda-feira, e por ocasião do feriado regional, alguma da malta do Enduro juntou-se para mais um passeio.
Este seria um passeio sob a batuta do André Cabral, o que significava que seria um passeio à Cabral, ou seja, para o que der e vier.
Ora bem, partimos de Ponta Delgada e andamos sempre por trilhos na periferia de Ponta Delgada, com alguns desvios mais a norte, mas sempre a contornar as Sete Cidades e, posteriormente, descida até à mesma.
Os trilhos por onde o André nos levou foram sempre ricos em vegetação densa, o que me agrada.


Alguns trilhos eram deveras interessantes, porque algumas vezes levavam-nos por entre muitas árvores, exigindo mais atenção, fluidez e rapidez na condução.



Alguns degraus de maiores dimensões foram uma brincadeira para alguns:



Para outros foi preferível descer de forma mais segura, ou então como eu, evitando-os:


E eis que apanhamos a 1ª grande dificuldade do dia, barro:

O Cabral levou-nos para u trilho espectacular, mas cujo piso estava muito complicado, tal a quantidade de humidade materializada em barro, que dificultou muito a passagem de quase todos. Digo de quase todos, porque o Cabral e o Galante safaram-se com maior à vontade.

Na prática, foi preciso colocar as motas na trajectória certa e era quase obrigatório arrancar e não parar. todavia, esta tarefa não foi nada fácil e foi preciso alguma ajuda extra, ou seja, força de braços.


As valas eram bem jeitosas:

Última zona de barro a subir, respira-se fundo e siga!!!

Com o cansaço a vencer alguns de nós, o Cabral prontificou-se a ajudar-nos, realizando as travessias mais complicadas.


Breve pausa e lá continuamos pelo mato, expectantes com a próxima dificuldade.

Não tardou nada até surgir um degrau algo grande:

Com a ajuda de todos lá nos safamos.



Bonita paisagem vista deste trilho:


A dada altura alguns aproveitaram para descansar um pouco na erva macia do campo:

E ainda bem que descansaram, porque bem precisavam de concentração e músculos relaxados para ultrapassar uma pequena parede:


Mas para outros, como o Galante e Cabral, era apenas uma questão de seguir em frente, como se nada estivesse a barrar o caminho:





E a tão desejada paragem para recuperar energia e fôlego:

Com as energias já repostas, continuamos o passeio, já mais perto das Sete Cidades e sempre a um ritmo animado.
A certa altura chovia lama:


Bem, por esta altura o grupo já começava a acusar um pouco o cansaço, muito por culpa da baixa forma física e o ritmo constante que o Cabral consegue imprimir. Não é um ritmo impossível, mas exige mais empenho e melhor forma física. Da minha parte, e apesar do cansaço, não estava disposto baixar os braços, mas estava complicado.
Para ajudar à festa, um trilho em sentido descendente, sinuoso e pelo meio das árvores:




Mota e dono estavam a sentir-se todos torcidos:

Uma descida interessante, mas que “apertou” um pouco mais com os braços.

E cá estamos nas Sete Cidades:


A partir daqui o grupo ficou mais pequeno, visto que alguns membros tiveram que ir embora, mas outros ficaram até ao fim com o Cabral.
Havia curiosidade de ver onde ele iria nos levar no restante passeio. O restante passeio foi muito bom, mas com algumas zonas que já não apanharam alguns de nós na melhor condição física, ou seja, de dificuldade média passou a dificuldade elevada.


Esta subida com raízes de árvores revelou-se uma carga de trabalhos para mim e para o Filipe:

Para a conseguirmos fazer tentamos mais do que uma vez, mas não era fácil passar as raízes sem a dianteira querer levantar voo:


Conseguimos passar, mesmo que sendo necessário recorrer aos braços.

E mais uns degraus desta vez em propriedade privada de um dos membros do grupo:

Cabral a mostrar como se domina a DR:

Se não fossem estas paisagens…

Seguimos por um trilho que era uma incógnita para nós, mas que parecia valer a pena:

Mas este ainda reservava mais umas descidas manhosas, que a somar ao cansaço, tornavam-se ainda mais complicadas:


Posto isto, já era hora de rumarmos a casa, para um merecido duche, almoço e descanso.
Com o físico completamente cansado, o sofá nunca soube tão bem…
Obrigado Cabral por me lembrares que o corpo humano tem certos músculos que andavam esquecidos.
Belíssimo passeio, trilhos e companhia. Venham lá mais destes!
Boas Curvas!
