Sábado, 9 de Janeiro de 2009.
Acordei cedo, como sempre. Às 8h da manha abri a janela da sala e via os campos todos brancos. Com uma camada de geada daquelas!
Acendi a lareira que ainda tinha brazas da noite anterior. Morrinha é o termo que se aplica aquilo que sentia. Estava quentinho, em casa e não me apetecia fazer nada senão estender-me no sofá a ver TV. Fixe...
Entre combinações mal feitas e horarios desencontrados esqueci-me que tinha marcado com o César uma voltinha até ao Gerês. Às 14h oiço a moto dele a chegar.
Chateado quando lhe disse que não me apetecia andar, lá me convenceu e equipei-me.
A KTM... essa está sempre pronta. Pegou à primeira como sempre.
Estava a brilhar! Tinha-a limpo com produtos especiais da motorex.
Pus a mota a trabalhar e arrancamos os dois em direcção ao centro de Vila Verde. Estava um frio!!! Fiquei com as mãos geladas apenas após alguns Kms.
Atestamos as motos e partimos tendo como destino um sitio qualquer que nos proporcionasse bons momentos de condução.
Os primeiros Kms fizeram-se em alcatrão pelas freguesias de Barros.
Entramos em terra.
Eram 14h30. É tarde para se começar um passeio de moto.
Apesar do tempo limpo, sol a brilhar, o frio via-se!

Das antenas do Oural apanhamos um caminho pelo meio da giesta

Quem costuma andar comigo sabe que esse é o meu tipo de percurso preferido...

Passamos numa zona que ardeu no verão


A giesta é uma planta arbustiva e muito resistente. Raramente se vê com mais de 2 metros de altura.
Aqui tinha muito mais. O incendio quase dava cabo delas, mas via-se que ainda havia vida por traz da casca seca.


Continuamos por caminhos sinuosos, como convinha!
A lama estava enregelada (este termo existe?

)

O César estava a andar certinho. Em apenas 3 voltas já se nota uma evolução tremenda


Alguma lama, e optou por se desviar

Uma Dominator feliz da vida

Coincidencia, a última vez que passei neste caminho também foi acompanhado por uma Dominator. Foi a voltinha que dei com o Jorge M. (Emigrante Francês aqui do TA)
Mais a frente a lama não dava alternativa. O Gelo ajudava à festa

Apesar de só ter fotos do César, aqui também tive dificuldades


O gelo saía literalmente de dentro da lama

Um pouco de sossego, com um caminho fácil

E logo a seguir mais gelo. Este parecia estilhaços de vidro...


Ultrapassamos essa zona sem grande dificuldade e seguimos viagem

Aldeia isolada de Bezeguimbra


A erva apresentava este aspecto

Continuamos caminho, desta vez à descoberta

As paisagens são lindas.

Calçada romana. Até aqui nenhum problema

Muita água


Alguma inclinação

O César a mostrar-se um mestre da calçada romana


E no meio do gelo, deixamos de ter frio e começamos a suar

O motivo era a inclinação, a água que se transformara em gelo e a calçada romana que mais parecia um escorrega para as motos.

Mais alguns metros

A paisagem era magnífica




Mais calçada romana, agora muito inclinada


Uns reconhecimentos a pé

Só para confirmar a dificuldade:

Uma mistura de pedras de gelo com pedras escorregadias...

Começamos logo a suar. Em algumas zonas quase levamos a moto à mão

Mais alguns metros e estavamos salvos pela.. lama



E eu que ia ficar em casa... ao ver estas paisagens pensei para comigo: ainda bem que viemos andar de moto




No final da calçada, mais uma aldeia rústica: Posto Maior



Maus caminhos, com gelo escondido nas curvas


O César e eu estavamos a delirar com esta mini volta



Uma giesta completamente abraçada pelo gelo

Metemo-nos por este buraco

e fomos dar a esta paisagem


Chegamos ao centro de Aboím da Nóbrega.
A freguesia de Aboim da Nóbrega localiza-se na zona norte do Concelho de Vila Verde, na fronteira com o concelho de Ponte da Barca, bem no coração do Minho: Primeiro, porque se situa na fronteira do baixo com o alto Minho. Depois, por um lado, dista aproximadamente 45 Km da Costa Norte Atlântica (Viana do Castelo) - não ficando, portanto, muito longe das praias; por outro lado, situa-se no Centro Rural de Mixões da Serra junto ao Parque Nacional Peneda-Gerês, importante local de turismo e de descanso; e, finalmente, é curta a distância a Ponte da Barca (13 Km), Vila Verde (13 Km), Arcos de Valdevez (17 Km), Amares (19 Km), Terras de Bouro (22 Km), Braga (24 Km) e Ponte de Lima (30 Km).
As paisagens eram do melhor que se podia ter:




De volta à estrada

Tinha acabado o nosso mini-passeio.
De alguma forma conseguimos com esta voltinha aliviar o stress da semana de trabalho e recarregar as baterias para mais uma semana sem andar de moto.
PS: Careca, Serôdio, Cabral, Nuno, Miguel Pedro, Ricardo, Paulo, Mário Cruiser, Mário do Binho, Caetano, Henrique, Jorge, Vitor e companhia: aquela calçada romana tinha pedras com o vosso nome inscrito. Se não acreditais em mim eu levo-vos lá e ides ver como tenho razão
![smilealot [}:)]](./images/smilies/icon_smile_evil.gif)