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N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
No passado fim-de-semana, realizou-se em Portugal Continental um novo evento na área do Mototurismo, a N2 - A Mais Longa Estrada...
Tal como já tinha referido anteriormente, este evento iria contar com participantes dos Açores, nomeadamente Eu e o Vítor Ferreira, que formamos a equipa Team Açores. Após o nosso sucesso como equipa no 13º Portugal de Lés-a-Lés, voltamos a embarcar em mais uma aventura, a qual assumia um carácter muito especial, por se tratar da 1ª edição. Além disso, penso que não sabíamos bem o que esperar deste novo evento, pois para além se sabermos que este evento iria atravessar a Estrada Nacional 2, com início em Chaves e fim em Faro, também sabíamos que se tratava de “um “passeio” destinado a motociclistas experientes, que não se intimidam com as distâncias ou com o estado do tempo e estão sempre prontos para uma boa Aventura…” Posto isto, tudo o resto era mais uma aventura e mais uma descoberta. De qualquer forma, seria um evento que iria servir na perfeição os nossos objectivos, como por exemplo conhecer mais um pouco do nosso país, passar largas horas aos comandos das nossas motas, mais uma experiência na área do Mototurismo, novas amizades e a sensação de liberdade e evasão que só estes grandes passeios conseguem proporcionar. O apelo da estrada era grande e a nossa vontade de devorar kms ainda maior. Passemos então ao relato do evento!
Quinta-feira, 24 de Novembro: Ponta Delgada - Lisboa
A nossa aventura começou logo na quinta-feira, dia 24 de Novembro, com a nossa partida para Lisboa. E aventura porquê? Simples, era dia de greve geral e apenas haveria um voo para Lisboa, em esquema de serviços mínimos, o que deixa no ar alguma incerteza do voo se realizar ou não. Além disso, pessoalmente viajava em regime de “facilidades de transporte”, por trabalhar na companhia operadora, o que tornava as coisas ainda mais complicadas, pois só embarcaria caso o voo tivesse lugares livres, o que não estava fácil. Contudo, já perto da hora do embarque, e após muitos minutos de incerteza, eis que sou aceite e siga para Lisboa.
Viagem agradável, onde as motas foram maioritariamente tema de conversa e sempre com a excelente companhia do Vítor. Chegados a Lisboa, já tinha o Luís Deus à minha espera, o qual me iria ceder a sua KTM 990 ADVENTURE S para este evento, a qual estava toda equipada para o efeito, onde não faltaram malas laterais, GPS e até uns pneus cardados, caso surgissem outras aventuras Tivemos um briefing sobre o funcionamento do GPS que ele me iria emprestar e sobre tudo o que respeitava à sua mota, nomeadamente algumas manhas e carácter próprio. Passo a explicar, a luz dianteira nem sempre se ligava, mas quando acontecesse, bastava ligar e desligar a chave, que ela eventualmente se ligava. Outra manha era o ligar da mota, ou seja, caso o “start” não funcionasse, desligar a mota, engrenar 1ª velocidade e andar com ela para a frente e para trás, de forma a “mexer” com os carretos do arranque, penso eu. O Luís dizia, “ela anda com umas manhas, mas não te vai deixar mal, esta mota nunca deixou ninguém a pé”. Ok, sendo assim, tudo bem! O Luís lá introduziu manualmente a morada do hotel onde iríamos passar a noite, o Hotel AS Lisboa, dado que em modo de busca automática o GPS não encontrava a morada, fez-se as despedidas e siga pró hotel. No entanto, quando tentava sair do estacionamento, a KTM não se ligava, pressionava o “start” e nada. Fiquei logo a suar… O Luís reparou e voltou para trás, e lá fez o truque de engranar 1ª velocidade, o qual funcionou na perfeição e a KTM voltou a ganhar vida, expressando a sua voz rouca através de uns belos Akrapovic. Agora sim, siga para a Avenida Almirante Reis! Partimos, com o Vítor à pendura, pois ainda não tinha a sua mota consigo, confiantes nas indicações do GPS. O GPS ainda deu algumas indicações, mas a dada altura reparamos que já não dava qualquer tipo de indicação, deixando-nos à nossa sorte e sentido de orientação. Mas quem tem boca vai a Roma! Lá paramos junto a uma praça de táxis e pedimos indicações a um taxista, que amavelmente nos indicou para onde tínhamos que seguir. Seguimos as suas indicações, demos com a Avenida Almirante Reis, mas ainda demos umas voltinhas até encontrar o hotel. Não havia dúvidas, parecíamos uns autênticos estrangeiros Acabamos por encontrar o Hotel AS Lisboa e com isto ficamos de imediato mais aliviados.
Efectuamos o “check-in” e depois colocamos a mota no parque de estacionamento fechado, pago e vigiado, pois não valia a pena facilitar. Para um 1º dia, já bastava de aventuras. Xixi e cama!
Sexta-feira, 25 de Novembro: Lisboa - Chaves
No dia seguinte, na sexta-feira, dia 25 de Novembro, esperava-nos uma viagem de Lisboa a Chaves, com este último local a ser o local de partida do evento e onde começa a Estrada Nacional 2. Ainda estava previsto uma passagem por Águeda, onde tínhamos encontro marcado com o Miguel Silva, mais conhecido por “Miglim” e Administrador do Clube KTM Portugal, bem como com mais alguns amigos dele, nomeadamente o Alexandre Neto, Director da Masac, e o Filipe, Designer da Drenaline, os quais também iriam participar na N2 e acompanhar-nos nesta jornada. Mais tarde, o primo do Miguel, o Paulo Silva, Director da Vouga, também iria juntar-se a nós. Mas antes da iniciarmos a viagem rumo a norte, tínhamos que ir até Camarate e até ao Transitário Pinhos, para o Vítor apanhar a sua mota, a Yamaha XTZ 660 Ténéré. O dia amanheceu com bom aspecto e com uma temperatura agradável, seca e fresca.
Bom dia Lisboa!
Após o pequeno almoço, era tempo de rumar a Camarate, com o Vítor à pendura. No estacionamento, aconteceu a primeira peripécia, isto é, quando o Vítor tentou subir para o lugar do pendura, desequilibrei-me e deixei a mota tombar… Bem, foi no mínimo cómico, aliás, nós demos uma boa gargalhada à custa disso. Felizmente, nenhum danomaterial a registar, visto que a mota foi amparada pelas malas laterais. De qualquer forma, as minhas desculpas ao Luís Deus, mas acho que ainda estava a dormir. À 2ª tentativa lá partimos para Camarate, seguindo as indicações do GPS e serpenteando o trânsito lisboeta. A viagem foi pacífica, as indicações do GPS correctíssimas, mas, falhei algumas indicações do GPS e lá demos algumas voltas a mais. Eram os nervos de amador a navegar. Chegados ao Transitário, rapidamente preparamos a mota do Vítor para seguir viagem:
Com as motas reunidas e preparadas, siga!!!
Dado que ainda tínhamos que apanhar o Miglim e companhia, a intenção era não perder muito tempo e seguir pelo percurso mais rápido para Águeda. Para tal, apanhamos a N1 e depois não tinha que enganar, isto é, confiar nas indicações do GPS e estar atento à sinalização. Nada mais simples!
Não faltava informação no cockpit da KTM:
Pelo caminho, as habituais paragens para abastecimento, para esticar as pernas, por a família a par da nossa deslocação e recuperar energias, com um pouco de Monster:
Repararam que a Monster que bebi é a de sabor a laranja? De volta à estrada, foi basicamente andar a direito e aproveitar o belo dia e bela estrada que apanhamos.
Andamos bem perto da Espaços Sonoros, do nosso amigo Filipe Elias, organizador também do WTC e N2:
Inicialmente, planeamos almoçar com o Miglim, mas já estávamos um pouco em cima da hora e, de forma a não o atrasarmos também, decidimos almoçar um pouco antes de chegar a Águeda, na Mealhada. E o que é que comemos??? Leitão à Bairrada!!!
Um belo almoço, sem dúvida.
Após o almoço, chegamos a Águeda em pouco tempo e encontramo-nos com o Miglim. Apenas o conhecia virtualmente, do Clube KTM Portugal, sendo esta uma boa oportunidade de o conhecer pessoalmente. O Miglim foi um excelente anfitrião, recebendo-nos de braços abertos e não perdendo tempo em mostrar-nos algumas das suas paixões, ou seja, carros e motas. Além disso, é uma pessoa que se caracteriza pela sua simpatia, é sociável e afável. Mostrou-nos várias motas clássicas que possui, incluindo belos modelos de Enduro:
O Miglim é um homem de sorte, pois à sua volta tem um pequeno paraíso.
Uma coisa podem ter a certeza, corre sangue laranja nas veias do Miglim, e isso nota-se um pouco por toda a parte da sua propriedade:
No entanto, o Vítor precisava de efectuar uma pequena intervenção na sua Ténéré, nomeadamente uma mudança de pinhão de ataque. Para isso, o Miglim levou-nos até à oficina do Mestre Eugénio:
O Mestre Eugénio foi mais uma pessoa que tivemos o prazer de conhecer nesta aventura, e ainda bem. Mecânico de profissão, da velha guarda, daqueles que a mecânica já não tem segredos. Um senhor simpático, bom conversador e com muitas histórias para contar, que nos deixam simplesmente desejosos por ouvir mais. Melhor que tudo, gosta dos Açores e é um grande apreciador das… KTM Na sua oficina, reina muita história e nostalgia, havendo também um pouco de tudo, desde motas mais recentes, até motas vintage, em que os seus proprietários não dispensam os cuidados do Mestre Eugénio. Fiquei de boca aberta com esta linda AJS, impecávelmente recuperada/restaurada pelo Mestre Eugénio:
E esta Mondial?
E, claro, uma belíssima KTM:
Referência importante à participação do Mestre Eugénio no Dakar, na condição de mecânico do piloto Carlos Ala:
Foto com este GRANDE SENHOR, que também foi vice-campeão de Portugal de Motocross em 1971:
Sem dúvida que não esqueceremos o Mestre Eugénio e que os minutos que passamos na sua companhia valeram bem a pena. Um grande abraço para o Mestre Eugénio! De volta à “casa” do Miglim, já tinham chegado o Alexandre Neto e o Filipe, restando apenas colocar o capacete, luvas e seguir para Chaves.
A viagem de Águeda até Chaves começou bem, com o ritmo a ser imposto pelo Miglim e pela sua KTM 990 ADVENTURE R, quase sempre “vivo” e com o intuito de não nos demorarmos muito. As paragens estavam a ser apenas as obrigatórias, as temperaturas começaram a baixa e, a dada altura, até coloquei um passa montanhas. Abaixo, Miglim e Vítor:
A dada altura, eis que começo a notar algo de anormal com a KTM, ou seja, comecei a notar que a embraiagem estava a perder pressão, com a manete a ficar com o acionamento demasiadamente mole. Para piorar o cenário, começo a sentir dificuldades em engrenar velocidades, até que se tornou muito difícil efectuar reduções de velocidade. E estes problemas começaram a surgir ainda em estrada aberta, como seria nas localidades. Instalou-se de imediato algum desconforto na minha cabeça, o qual me levou em pleno andamento a tentar resolver o problema, mexendo no ajuste da manete e apertando a manete. Quando apertava, notava que a embraiagem voltava a ganhar pressão, mas temporariamente, diria segundos, e voltava a ficar sem pressão. Estava muito preocupado e começava a ver a minha participação na N2 a ser posta em causa, porque sei bem que, quando o hidráulico da bomba da embraiagem das Adventure avaria, não há reparação possível, apenas uma nova bomba da embraiagem resolve a questão. E como esta não é uma peça que as oficinas tenham normalmente em stock, o cenário não era animador. Ora bem, assim que entramos na primeira localidade, informei o grupo do problema, aliás, perceberam de imediato, pois a KTM não fazia qualquer ponto de embraiagem e ia abaixo assim que reduzia o ritmo ou parava. Mas estava em boas mãos, e o Miglim nos conduziu até uma oficina que conhecia na área, onde deram uma vista de olhos. Para nossa surpresa, o sistema hidráulico tinha óleo…, então porque perdia pressão? O mecânico afinou a manete e a embraiagem ganhou pressão e parecia estar resolvida. Partimos confiantes! Contudo, não foram precisos muito kms até voltar a sentir os mesmos sintomas de falha da embraiagem, isto é, perda de pressão. Voltei a ficar super desanimado e, uma vez mais, o cenário de desistência da N2 voltava a assombrar os meus pensamentos Em estrada aberta, ainda deu para contornar a situação, pois não era necessário estar a recorrer à caixa de velocidades. Mas assim que entramos em Chaves, com rotundas, cruzamentos, etc, tornou-se muito difícil progredir, porque a KTM não fazia qualquer ponto de embraiagem e era impossível parar com velocidade engrenada. Aliás, se parava num stop em 1ª velocidade e de embraiagem apertada, a mota soluçava para a frente e ia abaixo. Uma situação que me causou alguns sustos e desequilíbrios. Lá andamos a empurrar a KTM e apenas ligava assim que tinha velocidade suficiente. Mas já com o hotel à vista, o Aquae Flaviae, já não conseguíamos fazer com que a KTM entrasse no mesmo de forma natural, e lá empurramos a mota até ao estacionamento, onde já se encontravam algumas dezenas de participantes.
Imaginem lá a minha figura a entrar no hotel empurrando a mota e sob o olhar atento de muitos participantes… Mas pronto, são azares de que ninguém está livre ou pode adivinhar. Já no hotel, com “check-in” feito para o quarto e evento, a minha preocupação era tentar resolver o problema, de forma a não desistir permaturamente da N2. No hotel, fui contactado por vários participantes que já conhecia do Moto Rali dos Açores e do WTC Açores, como o Paulo Monteiro, João Dias, Filipe Lage, Jorge Gameiro e sua esposa Elsa, Catarina, entre outros, os quais fizeram questão de me cumprimentar e manifestaram satisfação por me voltar a rever. Além disso, manifestaram a sua preocupação com os problemas de embraiagem que estava a sentir e alguns deles tentaram de imediato encontrar uma solução. Naquele momento, a preocupação deles estava ser de alguma forma reconfortante. Nota também para o Miglim, que de imediato tentou solucionar o problema através dos seus contactos. O companheirismo ao mais alto nível A dada altura, fui “socorrido” pelo mecânico da Bomcar, o Paulo, o qual deu uma vista de olhos e achou que o nível do óleo estava baixo, sendo conveniente colocar mais algum e “sangrar” o hidráulico da embraiagem. O Miglim e o Vítor foram a uma estação de serviço e lá desenrascaram óleo para a embraiagem, que, apesar de não ser o indicado, servia para desenrascar. Fiz tal como o Paulo mandou, coloquei o óleo e fui apertando a manete da embraiagem até ficar com os sistema “sangrado”. Voltou a ganhar pressão e fui dar uma voltinha de teste, mas nada feito, voltou a perder pressão… Perante a situação, o melhor mesmo era fazer uma pausa, jantar e depois logo se via. O meu ânimo não era o melhor… Durante o jantar, o Miglim voltou a tentar arranjar soluções e até equacionou-se vários cenários, mas nenhum era a solução ideal ou prometia resolver a situação em definitivo. Ao fundo e de laranja, o Miglim, à direita Vítor, seguido do Alexandre Neto e Filipe:
Após o jantar, fomos para o briefing da N2, onde uma plateia de 189 participantes escutava atentamente as palavras da Organização, a qual explicou a todos como se desenrolaria a actividade, bem como outras informações úteis. Filipe Elias foi o orador principal, sempre muito directo e claro, como habitualmente.
Para uma 1ª edição de um novo evento, 189 participantes podem ser considerados um grande sucesso. Claro que a curiosidade de todos em relação à N2 era muita, e foi um grande desafio à Organização por de pé um evento que fosse de encontro às expectativas criadas nos participantes.
O evento era simples, começava em Chaves e acabava em Faro, sendo o GPS o nosso principal meio de navegação, através da introdução de software que iria colocar em evidência a N2, através de um tracejado cuja cor se destaca no ecrã. Nada de complicado e muito fácil de seguir, pois a intenção da Organização era facilitar a vida a todos e manter todos dentro da N2. Não obstante ao facto dos participantes estarem munidos de GPS, também foi entregue um mapa em papel, como meio complementar. Além disso, tínhamos que seguir um road book fotográfico, no qual constavam fotos de determinados locais e quilometragem onde se situavam, e que depois tínhamos que encontrar estes locais e tirar uma foto nos mesmos, de forma a provar que lá estivemos. Um conceito do WTC, que penso que foi bem vindo no evento. Portanto, o evento era simples, restanto aos participantes aproveitar ao máximo o mesmo, tendo sempre atenção à navegação, aos locais a fotografar, bem como ao cansaço que o acumular de kms poderia causar e todas as consequências negativas que advêm do cansaço. O importante não era ser rápido, mas sim constante e equacionar correctamente as nossas paragens e deslocação. De referir que no acto do “check in” da N2, foi entregue autocolantes alusivos ao evento e para se colar na mota e capacete, sweat shirt alusiva ao evento, fita para prender chaves, toalhita para limpeza da viseira do capacete e publicidade diversa. Terminado o briefing, voltei a falar com o Filipe e com o João sobre o problema da embraiagem, os quais prontamente disponibilizaram as suas motas para eu realizar o evento. Mais companheirismo que este é díficil. Mas o João Dias, um dos Organizadores da N2, voltou a insistir com o Paulo, Mecânico da Bomcar, para voltar a dar uma vista de olhos no meu problema. O Paulo perguntou se eu tinha “sangrado” a bomba hidráulica que se encontra junto ao motor, e perante a minha resposta negativa, efectuou esta operação 3 vezes, tendo saído ar nas 3 vezes. Quando estas embraiagens hidráulicas possuem ar no circuito, deixam de funcionar correctamente e impossibilitam o uso da caixa de velocidades convenientemente. Após “sangrar” 3 vezes, atestou-se o óleo, voltou a ganhar pressão e fui dar uma volta, de forma a verificar se era desta. Bem, após alguns kms de insistência, a bomba da embraiagem não perdeu pressão e funcionou sempre correctamente. Estava mais animado e começava a ter esperança. No entanto, o Paulo referiu que a embraiagem poderia estar a funcionar correctamente temporariamente e que poderia voltar a falhar, caso a bomba estivesse realmente em fim de vida. Aconselhou-me a fazer passagens de caixa sem recorrer à embraiagem, de forma a não abusar do hidráulico, pois não haveria inconvenientes. Apesar de ainda pairar no ar alguma incerteza, já estava bem mais animado e aliviado, e pude dar mais atenção a todos quanto me conheciam, pois no meio do stress daquele problema, não consegui dispensar a devida atenão. As minhas desculpas a todos, pois o stress apoderou-se de mim e o meu obrigado ao Paulo pela sua ajuda. Antes do repouso, ainda faltava-me carregar o mapa N2 no GPS:
Resumo do dia, bela viagem até Chaves, bom tempo, revi caras conhecidas, conheci novos amigos, passei pela agústia da embraiagem, mas no fim estava satisfeito por estar presente neste evento. O dia seguinte seria o dia de prova, o qual tinha ainda algumas reservas, essencialmente por causa da enbraiagem. Mas estava confiante e mais optimista. Dedos cruzados!
Sábado, 26 de Novembro: início da N2, Chaves - Faro
No Sábado, dia 26 de Novembro, tinha início a grande aventura N2. Acordamos bem cedinho, pois pretendíamos partir por volta das 06:00, de forma a não chegarmos muito tarde a Faro, e de forma a ficarmos com espaço de manobra, caso surgissem imprevistos. A expectativa era muita, pois em teoria sabíamos o que era a N2, mas na prática as coisas, por vezes, tendem a ser diferentes. Após o pequeno almoço, preparei a KTM para partir, benzi-me e pedi ajuda divina, pois não haviam certezas quanto à situação da embraiaigem. Apesar de tudo, não podia de achar a versão Dakar da KTM super linda e sensual
O meu habitual companheiro de aventuras além Açores, o Vítor, cheio de vontade de dar um “esticão” na valente Ténéré 660:
Os nossos amigos e companheiros de estrada, Miglim, Alexandre e Filipe:
Assim que deixamos o hotel, começamos a seguir as indicações que o GPS indicava, tendo nos levado para junto de uma rotunda, onde se encontrava o Filipe Elias a dar as partidas da N2 e a fazer algumas recomendações:
Às 06:00, estava naturalmente noite, mas além disso, estava muito frio e muito nevoeiro, deixando logo no ar que a N2 ia dar luta:
Fizemo-nos à estrada, tentando sempre seguir rigorosamente as indicações do GPS, situação que se veio a comprovar fácil, deixando-nos numa posição mais relaxada. Referência, novamente, à embraiagem da KTM, que à partida para a N2 estava a funcionar correctamente, deixando-me, uma vez mais, confiante. O nosso 1º check point fotográfico era o km 146, mas até lá, andamos bastantes kms na escuridão da noite e com muito nevoeiro, que condicionou a nossa deslocação e visibilidade, ou seja, por naturais razões de segurança, optamos por uma deslocação mais lenta. Para piorar as coisas para o meu lado, a viseira do meu capacete começou embaciar, bem como as lentes dos meus óculos, dificultando-me imenso a minha visibilidade. Tive que circular durante muitos kms de viseira aberta e com os óculos fora dos olhos, pois só assim via alguma coisa de jeito. O inconveniente era o frio que apanhava na cara, que era muito e fez-me, por momentos, pensar que podia apanhar alguma paralisia facial. Estava mesmo muito frio, e as mãos também já começavam a queixar-se destas baixas temperaturas. Na próxima paragem era imperativo mudar para as luvas mais quentes que tinha trazido. Apesar de difícil e mais lenta, estava a ser interessante, pois aos poucos o dia estava a amanhecer, começando a revelar mais pormenores das zonas que estávamos a atravessar, além de que certas zonas ganhavam uma beleza diferente conforme o dia ia amanhecendo. Paramos numa zona cuja beleza do amanhecer, misturada com a neblina, projectava nas montanhas um cenário misterioso e digno de ser apreciado e registado:
Aproveitei para mudar de luvas, pois as minhas mãos bem precisavam. Senti que estava muito frio, mas quando alguém do grupo disse que estava -5 graus, nem queria acreditar, mas estava. Não admira que as mãos estivessem já a doer com o frio… Continuando a nossa viagem, o nevoeiro foi durante mais algum tempo a nossa companhia, só que já não de forma constante, ou seja, ora entravamos numa zona com nevoeiro, ora passavamos por uma zona completamente livre do mesmo. Na localidade com o nome de Cumieira (em São Miguel temos as Cumeeiras), deparamo-nos com mais uma bela moldura da natureza, novamente com o nevoeiro a ser o principal protagonista:
Uma zona de montanha com vindimas e de grande beleza:
Na travessia de algumas localidades, era engraçado verificar que muitas moradias tinham as suas chaminés a funcionar, isto é, com fumo a sair, que penso estar relacionado com as lareiras para aquecer as casas. E bem que precisam, pois por estas bandas faz mesmo frio. Felizmente, o cenário que mais temíamos não se concretizou, ou seja, gelo na estrada. Era aquilo que mais temia, especialemente por ter um par de pneus cardados na KTM, que não seriam nada seguros num cenário deste tipo. Mas em algumas partes da vegetação na lateral da estrada, dava para perceber que a vegetação tinha uma cor verde mais clara, fruto, penso eu, de algum gelo ou coisa parecida. De qualquer forma, circulamos com precaução, pelo menos até o dia atingir temperaturas mais quentes. A partir do km 146 começamos a tentar encontrar o check point fotográfico, que, segundo a Organização, poderia nem sempre estar de acordo com a quilometragem das nossas motas. Mas encontramos e lá tiramos a fotografia:
Uma das Ducati Multistrada 1200 presentes, neste caso do Filipe Lage. Uma mota arrebatadora:
Voltando à estrada, as temperaturas subiram mais um pouco, tornando este “passeio” mais agradável. Na foto abaixo, Barragem da Aguieira, situada no leito do rio Mondego e Concelho de Viseu:
O próximo check point fotográfio era ao km 219, o qual nos fez perder algum tempo, porque não estava perceptível como o anterior, isto é, estava bem mais escondido. Pela zona onde supostamente o mesmo deveria estar, ou seja, uma zona à beira rio e perto de Viseu, eram vários os participantes que consultavam o GPS e procuravam a zona da foto, mas não estava fácil… Na foto abaixo, o staff da revista portuguesa de motas REV:
O Miglim acabou por encontrar a zona da fotografia e lá tiramos a foto, mesmo junto ao rio e ainda com uma ligeira neblina a sair da água:
Que cenários de lindos!
Antes do próximo ponto fotográfico, fizemos mais alguns kms e almoçamos. O almoço estava a cargo da Organização, em jeito de almoço volante. Por esta altura, o primo do Miglim, o Paulo Silva, juntou-se a nós e lá fomos todos almoçar, numa zona tipo parque, que se revelou acertada, principalmente pelo ambiente sereno e pacato.
Almoçamos, talvez, em apenas 15 minutos. Foi mesmo comer e andar, pois não havia tempo a perder, porque ainda faltavam muitis kms até chegarmos a Faro. Ao km 300, check point fotográfico, junto a um marco de estrada com a indicação N2:
A zona da N2 que estávamos a apanhar neste actividade estava a ser do meu agrado, pois as zonas de andar “a direito” eram poucas, ou seja, haviam mais zonas sinuosas que rectas, tornando a condução mais divertida e mantendo-nos mais despertos.
Ao Km 359, nova paragem para foto:
Contudo, Eu e o Miglim tivemos uma abordagem completamente diferente a este ponto, isto é, atingimos o mesmo via fora de estrada e não pela estrada, conferindo à N2 um carácter ainda mais aventureiro. Foi apenas um pequeno percurso, mas que gostei muito e que não estava isento de dificuldades, na forma de muita pedra solta. Importante referir que foi o Miglim a levar-me por maus caminhos.
Os nossos companheiros junto ao ponto:
Nesta zona havia um miradouro que oferecia uma vista magnífica e cujo horizonte parecia não ter fim:
Ao km 371, novo ponto fotgráfico:
Uma vez mais, com mais um miradouro a oferecer uma grande vista:
Após 300 e muitos kms, era quase seguro dizer que o problema da embraiagem da KTM estava resolvido, porque a mesma nunca mais deu sinais negativos. Afinal de contas, parecia que era só mesmo ar no circuito hidráulico. Contudo, ainda tinha as minhas reservas, apesar de já não pensar muito no assunto.
A N2 tinha muitas zonas sinuosas, mas também tinha várias partes de andar a direito, onde era possível recuperar mais algum tempo perdido. Mas continuava a preferir a diversão que as curvas proporcionam, além de nos mater mais despertos, porque com o acumular de kms, o corpo e a mente começam a ressentir-se, obrigando a um esforço extra.
Mais do que um passeio, a N2 é um desafio.
Para os lados de Montemor, uma passagem curiosa, ou seja, passagem por uma estrada submersa:
Se fosse Verão até tinha dado jeito. Sem darmos conta, já contabilizamos mais de 400 kms, e já começamos a aproximar-nos da zona mais a sul da N2, mas já com o dia a chegar ao fim, com um bonito por do sol laranja e azul, em perfeita sintonia com a KTM do Luís Deus.
Bem se pode dizer que foi o mais longo por do sol na mais longa estrada. Com o anoitecer, era conveniente limparmos as viseiras dos capacetes, pois era importante termos uma boa visibilidade para a última parte da N2. Como diria o Paulo Silva, “vamos lavar a cara”.
Último check point fotográfico, ao km 652:
A partir daqui, entramos na última parte da N2, antes de chegarmos a Faro, na Serra do Caldeirão, um belo troço de montanha, com curvas para todos os gostos. A Serra do Caldeirão tem nada mais nada menos que 365 curvas. Portanto, esperva-nos muita diversão e seria o derradeiro teste à embraiagem da KTM. Na Serra do Caldeirão, foi o Miglim e o Paulo Silva a imporem o ritmo, o qual foi simplesmente ao meu gosto, ou seja, rápido e a aproveitar as curvas ao máximo. Arrisco-me a dizer que, em determinadas alturas, o ritmo chegou a ser alucinante e impróprio para cardíacos, pois o Miglim e o Paulo pareciam que estavam a conduzir em circuito. Posso dizer que valia tudo a curvar, por dentro, por fora, a cortar a curva, enfim, as 365 curvas desta Serra foram feitas em pouco tempo e sempre de “faca nos dentes”. Para tal, contribuíu o bom estado do piso e a boa iluminação das motas.
Nem queria acreditar no abuso que os pneus cardados da KTM estavam a suportar e a permitir… O mais interessante é que, apesar de uns incríveis 700 kms e mais de 12 horas a conduzir, fizemos a Serra do Caldeirão como se tívessemos apenas alguns kms. De loucos À chegada a Faro, concluí que, definitivamente, a embraiagem da KTM estava ok e tratou-se apenas de ar no circuito do hidráulico. E eu que cheguei a pensar que estava tudo perdido… Bem, assim que chegamos a Faro, entramos nos últimos kms e eis que chegamos ao fim, com o Filipe Elias a receber-nos e naturalmente satisfeito, por nos ver superar este grande desafio que foi a N2:
Sem dúvida que foi a mais longa estrada e um grande desafio, pois sempre foram 13 horas a andar de mota e mais de 800 kms. Desafio superado e objectivo cumprido!
Não faltou o autocolante a certificar a concretização da N2:
Terminada a N2, rumamos para o hotel onde iríamos passar a noitem o Crowne Plaza, em Vilamoura e de 5 estrelas. Sem dúvida que foi um merecido prémio.
As motas ficaram mesmo junto à entrada do hotel, conferindo um cenário bem diferente daquilo que normalmente se passa num hotel.
Excelentes condições:
Se repararem bem, o WC possui total visibilidade para os quartos, o que nos deixou um pouco perplexos. Mas afinal de contas, havia um painel que descia, mas até o descobrir, andamos alguns minitos à sua procura.
A vista do nosso quarto:
Motas, muitas motas, apesar de pelas 20:00 ainda não terem terminado todos os participantes…
O jantar veio mesmo a calhar:
Após o jantar, era tempo de encerrar a N2, com a Organização a proferir os habituais discursos:
A ideia de colocarem a mota no interior do hotel foi engraçada e original. Contudo, a organização ainda tinha reservado mais uma surpresa, iam entregar a cada participante uma recordação da N2, ou seja, uma espécie de troféu, lembrando uma placa de estrada. Muito original!
Chamaram um por um e, no nosso caso em particular, o Filipe fez questão de referir que eramos dos Açores.
E pronto, toma-se mais uns copos com o pessoal e aproveita-se as excelentes condições do hotel para descansar, relaxar e recuperar energias. Conclusão da N2, foi um excelente evento, muito bem organizado e com todas as condições para ter continuidade. Foi realmente um evento feito para Motociclistas que não se intimidam com as distâncias e que gostam de passar largas horas em cima da sua mota, assim como apreciam o Mototurismo e todo o apelo da estrada. O Filipe Elias, João Dias, Catarina e restantes elementos estão de parabéns, porque souberam colocar na estrada um evento verdadeiramente interessante e único, que proporcionou a todos excelentes momentos de Mototurismo, bem como alguma aventura e desafio. Por falar em desafio, de facto, passar 13 horas a conduzir, em que a paragem maior foi de 15 minutos, realizar mais de 800 kms num só dia, suportar temperaturas de -5 graus, e devorar 365 curvas da Serra do Caldeirão, constitui um grande desafio, que após superado dá uma grande sensação de realização pessoal e de objectivo cumprido. Valeu a pena cada km percorrido! Outros aspectos que destaco na N2, foi o excelente grupo que eu e o Vítor nos integramos, nomeadamente o Miglim, o Paulo Silva, Alexandre Neto e Filipe. Todos pessoas 5 estrelas e excelentes comapnheiros de estrada. A eles o meu obrigado pela sua hospitalidade, simpatia, ajuda e amizade! Também gostei de rever amigos que fiz no Moto Rali dos Açores e no WTC Açores, pois receberam-me bem e fizeram-me sentir em casa. Obrigado pessoal! O meu GRANDE OBRIGADO também ao Luís Deus por me ter cedido a sua KTM para realizar a N2. Foi de uma grande simpatia, disponibilidade e amizade, que certamente nunca me esquecerei e procurarei retribuir. Ainda nos agradecimentos, outro GRANDE OBRIGADO ao Vítor Ferreira, não só por ter sido uma vez mais o meu companheiro de aventura e de estrada, como também pela sua amizade e forma de estar nestas ocasiões. E como não podia deixar de ser, um GRANDE, mesmo GRANDE OBRIGADO à minha cara metade e filha, a Carla e a Mafalda, por me terem apoiado em mais uma aventura. Por estas e muitas outras razões, valeu a pena participar na N2 - A Mais Longa Estrada…
Domingo, 27 de Novembro: Faro - Santarém - Lisboa
No Domingo, dia 27 de Novembro, era dia de todos regressarem a casa. Da minha parte e do Vítor, só tínhamos voo na segunda-feira, deixando-nos mais à vontade para algumas voltas. O dia voltou a amanhecer maravilhoso e, caso não fosse as temperaturas mais baixas, diria que estávamos no Verão.
Nada como um bom pequeno almoço:
Com o passar das horas, os 189 participantes da N2 iam abandonando o hotel aos poucos.
Quem diria que fiz a Serra do Caldeirão a um ritmo alucinante e sempre “colado” aos meus companheiros com estes pneus???
Alguns participantes da N2 ficaram impressionados com a minha coragem. Um evento que ficará para sempre na nossas memórias:
Antes da partida, a foto de família. Da esquerda para a direita: Filipe, Alexandre Neto, Eu, Paulo Silva e Miguel Silva:
Estava na hora de nos fazermos à estrada, com o objectivo a centrar-se em Eu e o Vítor acompanharmos o Miglim e companhia até Santarém e depois segurimos para Lisboa. A nossa viagem até Santarém foi divertida, com o pessoal a trocar de motas entre si, de forma a experimentar novas sensações O Miguel a experimentar a Ténéré do Vítor:
O Vítor voltou a recordar as sensações da KTM:
Também tive a oportunidade de testar a KTM 990 ADVENTURE R, a qual gostei:
E também andei na KTM 990 SMT do Paulo Silva, a qual delirei. Que mota, que motor, que ciclística, que power, enfim, tremendamente divertida e eficaz.
Estas trocas de mota proporcionaram bons momentos entre todos, especialmente no campo da diversão.
Paragem em Santarém e tempo de nos despedirmos do Miglim, Paulo, Alexandre e Filipe. Até à próxima aventura amigos!
Para mim e para o Vítor, tempo de almoçar, uma bela sopa da pedra, que tão bem aconchegou o nosso estômago:
Depois foi rumar para Lisboa, de volta ao Hotel AS Lisboa. Fomos pela estrada nacional, de forma a evitar as dispendiosas portagens, tendo a viagem sido calma e sem qualquer dificuldade de navegação. Deixamos a KTM do Luís Deus na casa da sua mãe, com a simpática Cristina Sá e Melo a ajudar-nos nesta tarefa, e bora lá descansar.
Segunda-feira, 28 de Novembro: Lisboa - Camarate - Ponta Delgada
Na segunda-feira, dia 28 de Novembro, era o regresso a casa, que sabe tão bem, especialmente quando as saudades da família apertam. O Vítor partiu mais cedo que eu, cabendo-me a mim entregar a sua mota no Transitário, para posterior regresso a São Miguel.
Visto que tinha marcado no GPS a localização do Transitário, a navegação até ao mesmo foi tranquila, rápida e sem qualquer erro de navegação. Maravilha!
No Transitário, embrulha-se a “menina” do Vítor, dá-se uma última vista de olhos e deseja-se boa viagem.
Depois foi uma questão de fazer tempo até à minha hora de embarque, onde para tal não faltou uma visita a um concessionário KTM, a KTM LX, onde pude conhecer ao vivo e a cores a novíssima KTM EXC-F 350:
A mota é fantástica e linda! E pronto, siga para o Aeroporto. Portugal Continental, até à próxima aventura!
Boas Curvas!
_________________ Boas Curvas! Bruno Botelho KTM LC8 950 ADVENTURE & KTM EXC 400 -Ready To Race
http://www.motoazores.com
01 dez 2011 17:34
jcb.pt
Aventureiro
Registado: 14 mai 2011 22:39 Mensagens: 361 Localização: espanha pais Vasco
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
custou-me a ler, gostei exelente
01 dez 2011 18:00
Miguel
AquAmAn
Registado: 21 abr 2009 14:37 Mensagens: 6114 Localização: Oeiras, Lisboa
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
Excelente relato Bruno
01 dez 2011 23:29
Paulo Monteiro
Aventureiro
Registado: 30 nov 2009 21:17 Mensagens: 1313 Localização: Matosinhos
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
Bela crónica Bruno
01 dez 2011 23:31
nunecos
Aventureiro
Registado: 20 mar 2010 01:12 Mensagens: 374
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
Bela crónica !!
_________________ Nuno Ferreira BMW GS 1200 triple black 2011 Vespa 150 Sprint 1969 Honda CN 250 1996
02 dez 2011 00:19
cfs
Aventureiro
Registado: 10 set 2010 13:05 Mensagens: 954 Localização: Carnaxide
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
Grande relato Bruno. O Filipe Elias tem que te agradecer este relato, pois calculo que à conta dele há-de ter mais alguns participantes para o ano
_________________ Que malas do cacete. Gobi 10!!! Alumínio 0.
02 dez 2011 13:03
Hugo Gomes ( Togi )
Aventureiro
Registado: 21 out 2010 13:11 Mensagens: 143 Localização: Beja
Mais uma bela vinda ao Continente Bruno! Aquela parte da estrada que descreves como "o último registo fotográfico", a partir de Almodôvar, das 365 curvas é brutal! De noite e ao ritmo que a devem ter feito...
02 dez 2011 20:07
Filipe Lage
Aventureiro
Registado: 14 set 2010 17:15 Mensagens: 148 Localização: Guimarães
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
Excelente crónica, de um excelente evento!
Resta referir que o evento decorreu num fim-de-semana primaveril. Com um dia de Inverno, com chuva, vento e talvez neve e gelo, teria sido hercúleo chegar a Faro.
03 dez 2011 10:14
tiagu
Aventureiro
Registado: 09 abr 2011 13:24 Mensagens: 45 Localização: LX
Re: N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA
Realmente as barreiras da distancia que por vezes nao nos permitem participar ou fazer outras coisas sao apenas psicologicas. Depois do Lés, fazer a N2 merece a minha admiração. Mas quase que aposto que não conhecem todas as ilhas do arquipelago ahah!
Parabens à Team Açores pela determinação!!
_________________ _________________ Tá àndar de Mota!!!
03 dez 2011 16:41
RMDVENTURA
Aventureiro
Registado: 01 mar 2010 20:19 Mensagens: 1309 Localização: Moura - Baixo Alentejo