No Domingo passado, o nosso passeio caracterizou-se essencialmente por um factor, nevoeiro.
Pois é, parece que estamos naquela altura do ano em que já não podemos esperar grandes dias de sol, o que é natural, tendo em conta que estamos numa ilha.
Mas não era isso que nos ia impedir de sair
Portanto, Eu e o Rui voltamos a “atacar” os trilhos situados entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, e voltamos a vestir a pele de exploradores, na procura de mais alguns trilhos, ou simplesmente no aprofundamento de alguns já conhecidos.
Não tarda nada e só nos falta o chicote, tipo Indiana Jones.
Ora bem, começamos pela Lagoa e por alguns trilhos que desconhecia. Já tinha passado pela entrada dos mesmos, mas nunca me tinha aventurado:



Não demorou muito até termos que desmontar as motas e explorar “à la pata”. Já começa a ser um hábito.

Mas tinha que ser a pé, porque quando a progressão se torna duvidosa, não vale a pena arriscar, porque é muito fácil ficarmos numa situação em que não é possível inverter a marcha, ou mesmo sermos apanhados por “armadilhas” naturais, como terreno instável.
Por falar em instabilidade, este trilho já teve continuidade, mas agora, está obstruído por uma grande derrocada:

Olha Rui, aqui ao lado tem um pequeno trilho em pedra, achas que conseguimos ir nele?
Resposta, riu-se...

Bem, tivemos que voltar para trás…



Seguiu-se mais um novo percurso, chamado de:

Este trilho, chamado de Flor da Rosa, ia nos levar a um local onde o pessoal que pratica escalada habitualmente vai.
Desconhecia a existência deste local, mas o Rui já tinha ouvido falar.
Uma vez mais, motas para trás e siga a pé:

Bem, o local onde fazem escalada é impressionante e com uma envolvência espectacular:


Para aqueles que gostam de escalada, este local deve um dos mais interessantes da ilha, pois alia uma zona de rocha muito bonita, com uma grande envolvência da natureza e todos os verdes característicos de São Miguel.

A mini caminhada valeu a pena!

Nesta zona não dava para progredir mais, voltamos para trás e atravessamos algumas zonas de pastagem, em busca de mais trilhos e ligações entre os mesmos.
Hoje e tal como o Rui dizia, estava com faro para os trilhos, pois estava a achar novas ligações entre os mesmos, apesar do muito nevoeiro.
Por falar em nevoeiro, o mesmo nunca nos abandonou e até tornou a travessia de alguns trilhos num exercício de incerteza.
Na foto abaixo, travessia de uma pastagem com inclinação, e que para mim não foi das travessias mais agradéveis, porque apesar de na foto o piso parecer regular, na realidade a erva do pasto esconde muitas irregularidades, além de que com a humidade, torna-se muito escorregadio.


Mais um paragem para exploração:

Isto aqui são só silvas, melhor não arriscar:



Encontramos mais um trilho interessante, mas que não oferecia condições para arriscar ma travessia, pelo menos com esta humidade. Ficará para o Verão!


E mais um trilho novo, por sinal com muita vegetação:


Gosto particularmente destes trilhos mais fechados de vegetação, pois conferem um ambiente de aventura e descoberta ainda maior. No entanto, são muito escorregadios…

Para não variar, desmontamos as motas e voltamos a explorar a pé:

Mas diga-se de passagem, este trilho obrigava a uma exploração a pé, porque além de se tornar apertado e incerto, num dos lados era ravina, e das grandes…

Surpresa, encontramos no meio da natureza algo feito pelo homem, umas escadas e uma ponte:

Não aconselhado a quem tem vertigens, pois nas laterais a vista era um pouco assustadora.


Continuamos a pé, porque este trilho despertava alguma curiosidade, no sentido de se perceber até onde iria dar.
De salientar a grande beleza deste trilho, muito bom para umas caminhadas, mas um pouco díficil para se fazer de mota.

Apesar do nevoeiro, a intensidade do verde era grande. Num dia de sol, este trilho deverá revelar paisagens bem bonitas.

Muita envolvência da natureza:


Infelizmente, o trilho estava interrompido por uma derrocada e tivemos que regressar.
De qualquer forma, a escadaria e a ponte seriam um pouco incómodos de passar de mota, além de que um pouco mais adiante, o piso estava escorregadio e haviam algumas zonas mais complicadas para ultrapassar, especialmente para uma mota de Enduro.
Mas de mota de Trial…, fica para outra altura e, possívelmente, com uma Montesa emprestada.
Passagem por uma zona, agora já conhecida:

Vou pelo túnel:

Mais uma Ponte?!

Esta ponte no cenáro que se encontrava, quase parecia fazer parte de ruínas de algum templo antigo, mas não, não se trata de nenhum templo, mas a ponte deverá ser muito antiga, dado o seu estado e construcção.

Bem, isto é alto…

Bora lá ver a vista lá de cima da ponte:


Uma vez mais, não convém ter vertigens:


Infelizmente, a aparente única forma de passar para o outro lado, era uma pequena passagem situada na ponte, mas que não tinha largura e altura para as motas passarem. Para uma pessoa já era díficil…

Após esta zona, andamos mais um pouco e demos por encerrado o passeio.
Tal como o Rui referia, e bem, não foi um dos melhores passeios que já realizamos, muito por culpa do nevoeiro, mas valeu pelo carácter exploratório, que nos levou a conhecer mais alguns trilhos bem bonitos.
Cada vez mais gosto de explorar esta ilha fantástica!
Boas Curvas!
