No passado dia 8 de Dezembro o pessoal decidiu tirar o pó às motas e juntou-se novamente para mais um passeio de carácter aventureiro
O ponto de encontro foi o de costume e poucos minutos após as 9:00, o grupo constituído por Mim na V-Strom Adventure, pelo Gregório na Honda Dominator e pelo Miranda na KTM Adventure, fez-se à estrada.

Em termos de destino, não havia nada de concreto, a ideia era passar uma manhã agradável e, se possível, conhecer mais alguns percursos fora de estrada.
O Gregório foi, novamente, o líder deste passeio, levando-nos pelo asfalto até Vila Franca do Campo, para depois lá darmos ínicio à verdadeira aventura, ou seja, deixar o asfalto para trás.
Os primeiros percursos situados perto da lagoa do Congro, foram acessíveis denunciavam um estado algo degradado, fruto dos dias de chuva que se têm abatido nos últimos dias na ilha.


Parece que a lama poderia vir a fazer a sua aparição, a par de mais algumas dificuldades…


Não tardou muito até o passeio começar a ficar mais entusiasmante, com algumas travessias de pequenos cursos de água:


As “meninas” estavam a gostar de molhar os pés


Um pouco mais à frente, paramos junto de um pequeno curso de água, o qual mereceu uma análise mais detalhada antes de o atravessar-mos, dado que o piso por onde passava a água era acidentado/irregular e coberto por limos, podendo causar algumas surpresas pouco agradáveis…

O Gregório foi o 1º a atravessar e não teve qualquer problema. Contudo, havia apenas uma zona ideal de passagem, as restantes significavam uma carga de trabalhos.

Depois foi o Miranda, o qual fez parecer aquilo uma brincadeira de crianças. Aquela KTM…


A seguir fui Eu que, apesar dos sucessos dos dos primeiros dois, estava um pouco apreensivo, aliás, pouco confiante…

Infelizmente, esta falta de confiança só atrapalhou e fez com que não atravessasse o curso de água de uma só vez e acabasse por colocar a roda traseira num pequeno buraco. Para sair de lá tive que ter a ajuda do Gregório, dado que a roda limitava-se a derrapar nas pedras cobertas por limos.
Estava super embaraçado…

O que me valeu foi o forte espírito de companheirismo que este grup tem e com a já referida ajuda do Gregório, tudo correu bem. Thank’s Greg!
E lá prosseguimos com o passeio!


A lama já começava a ser uma constante e começava a causar algumas dificuldades em algumas partes do percurso, como nas subidas. Mas, por enquanto, nada de especial, havia apenas que estar atento.


De referir que esta é uma zona de montanha, em que muitos dos percursos existentes servem de acesso a pastagens de Agricultores. Alguns dos percursos atravessam literalmente algumas propriedades privadas, sendo necessário circular com civismo nestas áreas.

Aliás, este grupo prima sempre pelo civismo e educação para com o meio onde circula

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Por falar em propriedade privada, este foi um deles e lá não faltavam vacas a correr de um lado para o outro como umas loucas
Com calma e jeitinho lá passamos por elas.


Por esta altura, já estavamos a circular em trilhos que andavam perto das Furnas, mas não fomos lá, o Gregório tinha outros planos e guiou-nos até uns trilhos que desconhecía-mos, situados na zona do Salto do Cavalo.
E a nossa apresentação a esses novos trilhos não podia ser melhor, poças de água e lama.

Alguns não tiveram problemas em molhar os pés, outros tiveram receio de apanhar gripe A
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A lama começava a ser cada vez mais a nossa companheira, sendo divertido, mas ao mesmo tempo algo intimidadora, porque a dada altura haviam poucas partes sem lama e o piso foi sempre escorregadio.
Um bom treino de equílibrio de improvisação.




Apesar do cenário, estava tudo a correr sob rodas...


E tempo para uma pequena paragem, mas com uma boa perspectiva daquilo que estava para vir, ou seja, mais lama, mas com buracos pelo meio. Fixe!

O nosso percurso estava gradualmente a levar-nos para perto do Nordeste e já começava a questionar-me se este ira ser um passeio matinal ou se iria estender-se pelo dia todo. Eu tinha autirização da “patroa”, mas não sabia se os restantes tinham
Sem mais demoras, toca a “atacar” essa lama!

A passagem nesta zona foi feita a um ritmo mais calmo, dado que o piso estava super escorregadio e as irregularidades existentes não permitiam grandes riscos. Mais vale a pena jogar pelo seguro.


Agora imaginem lá a nossa dificuldade de concentração com um cenário destes à volta:

É complicado…
Para tornar as coisas ainda mais interessantes, começamos a apanhar descidas esburacadas e com lama.



Esta zona já começava a parecer-se com Nordeste, dada a grande densidade de mata.

Mas a situação ficou ainda melhor, ou seja, continuamos num percurso descendente, com lama e com as irregularidades a serem cada vez maiores:

Havia que ter muito cuidado, porque as valas eram grandes e porque o próprio percurso não permitia muitos erros, ou seja, o importante era circular na trajectória correcta, porque caso contrário a coisa iria tornar-se complicada e exigir algum trabalho físico.

Já para não falar de que fazer este percurso com um “mamute” como o meu não é “pêra doce”…

Nestas situações, o companheirismo vem sempre ao de cima e preferimos avançar lentamente e auxiliar-nos uns aos outros. Não há necessidade de correr riscos desnecessários ou armarmo-nos em espertalhões

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Ultrapassamos com sucesso todas as dificuldades deste percurso e, até ao momento, tinha sido a zona que exigiu mais de nós. Foi agradável chegar ao fim com a sensação de vitória

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Continuamos a circular em percursos fora de estrada fantásticos e cada vez mais cobertos por vegetação.


Zonas fabulosas!!!


Algumas partes eram de tal forma cobertas por vegetação, que a luz do dia tinha dificuldades em penetrar, tornando os trilhos em travessias quase nocturnas.

Por fim, uma descida à civilização:

O dia estava a ser tão agradável que nem demos pelo tempo a passar.
No entanto, já era hora do almoço e após alguma troca de ideias, decidimos continuar o passeio durante a tarde, mas com a óbvia paragem para almoço num qualquer snack-bar em Nordeste.
Infelizmente, o Miranda não podia continuar esta aventura, devido a compromissos familiares e lá teve que regressar a casa.
Mas não te preocupes, haverão mais aventuras como esta.
Quanto ao resto do passeio, fiquem a saber na
2ª parte da crónica

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Boas Curvas!
